Aprendendo a fazer perspectiva - Parte 1

Esse post é pra você que quer aprender a fazer desenho com um ou dois pontos de fugas e tá achando que é aquele bicho de sete cabeças, pra começo de conversa: Não é!

O mau do ser humano é colocar dificuldade em tudo, com o passar dos anos aprendi uma coisa: se algo existe é  por que alguém fez, então dá pra fazer né!

Quando entrei no curso de Arquitetura não sabia nada de desenho com "regras", sempre fiz tudo livre, porém algumas disciplinas exigiram alguns tipos de perspectivas e já bate aquele desespero básico, mas graças a Deus e aos coleguinhas do curso eu consegui passar nessas disciplinas, apenas com uma base do que era desenhar de verdade.
Massss não me contento com pouco, e sei que saber desenhar é essencial na minha profissão, então corri para o SENAC e fiz o curso de perspectiva á mão livre (confesso deveria ter feito antes de entrar na facul).

O importante é que agora eu sei, mas nada sem prática adianta nada! Então vai aqui algumas dicas pra você aprender também:


  • OBSERVAÇÃO: aprenda a observar, em um desenho por observação o ideal é passar 60% do tempo observando, algumas técnicas como desenhar de olhos fechados, ou fazer um desenho de ponta cabeça estimulam o cérebro, ajudam a desenvolver o lado criativo.
Esse foi por meio de observação,  pintado com lápis de cor aquarela, em papel vegetal, e alguns detalhes com caneta magic color. 
  • DISCIPLINA: Faça e refaça sempre, desenhar bem não é algo que vem da noite para o dia, quanto mais você praticar melhor fica.
  • O CUBO: Entender como o cubo funciona é meio caminho andando para desenhar em perspectiva, se você pesquisar vai encontrar muitos exercícios com o cubo por ai, ele é a base de tudo, há quem consiga fazer qualquer desenho a partir dele. 
  • DESENHOS PRONTOS: Copiar não é algo ruim! Observar desenhos prontos e copiar ajuda seu cérebro a entender a técnica, além do que você pode aperfeiçoar do seu jeito. 
  • O MATERIAL: Ah sim, eles são muito importantes, difícil voltar a desenhar com a caneta bic depois que você usa uma nanquim... (você vai entender).  Lápis HB 02, 04 , 06, 09 são a base, tem quem prefira a partir para lapiseiras, sempre HB 03, 05, 07 e 09, as mais usadas, e finalizações com nanquim e diversos tipos de lapiseiras próprias para desenhos artísticos e técnicos.  O papel depende do tipo de desenho que você quer fazer, para aquarelar papeis com gramatura mais alta e textura são o ideal, tem alguns tipos de canso para isso, o vegetal é ótimo para acabamentos com nanquim e magic color, porém é possível fazer ótimos trabalhos no bom e velho sulfite. 
  • LEVANTAMENTO A PARTIR DE PLANTA BAIXA: Essa dica é bem legal pra você que quer fazer Design de Interiores, pegue alguma planta baixa de um ambiente interno como ex. uma cozinha, e levantar a perspectiva, como eu fiz nesse desenho: 
Esse foi a partir de uma planta baixa simples, e está inacabado, o ponto de fuga ficou marcado no centro, e para não fugir da realidade as medidas foram tiradas a partir de proporção, falarei mais sobre em outro post ;p

Essas foram dicas básicas, mas que ajudam a ter uma ideia de como é esse universo, e se você segui-las, vai conseguir fazer belos trabalhos. Este post vai ter continuação, com dicas de proporção e materiais específicos, então fiquem ligados!

Beijos! 

Grandes Projetos: A Casa da Cascata

Hoje começamos como uma categoria nova "Grandes Projetos", aqui vamos mostrar projetos que fizeram história, e que são estudados nos cursos de Arquitetura.

Iniciando o primeiro post com o Projeto A Casa da Cascata, vou descrever como aprendi na sala de aula, seguindo o mais possível as palavras do meu maravilhoso professor de História da Arte e da Arquitetura.

Endereço: 1491 Mill Run Rd, Mill Run, PA 15464, EUA
Fundação: 1939
Arquiteto: Frank Lloyd Wright 


Sabe aquele projeto que te deixa até triste, de tão espetacular, então esse com certeza é um desses.

A Casa da Cascata foi projetada por Frank Lloyd Wright em 1939 em cima de uma cascata, literalmente, seu cliente Edgar Kaufmann queria uma casa com vista para a cascata, mas Frank queria explorar a natureza, e foi ai que surgiu a ideia de faze-la em cima do riacho. 

Muitos duvidaram que a casa ficaria de pé, já que a base da casa seriam as rochas, naquela época a esses projetos não eram comuns e nem hoje, mas ele teve ajuda de dois engenheiros, Mendel Glickman e William Wesley Peters, a casa leva concreto armado nas suas varandas, que são uma integração com a natureza. 

Wright resolveu o desenho da casa ao redor da chaminé, que foi considerado o lugar de reunião da família. A base da casa são as rochas do lugar. Algumas superam o nível inferior e aparecem junto à chaminé, trazendo, em certa medida, a cascata para dentro da residência, criando um núcleo vertical, reforçado pela torre da chaminé, o ponto mais alto da casa. Archdaily.

Todos os recintos da casa se relacionam com o entorno natural. A sala de estar, inclusive, apresenta uma escada que conduz diretamente ao riacho. As circulações dentro da casa são escuras, os corredores são estreitos, para que os habitantes tenham a sensação de fechamento, em comparação com a abertura proporcionada à medida que se aproximam aos ambientes principais. Archdaily.





A escada leva diretamente ao riacho 


Beijos e até o próximo post!

Outono - Mesa Ecologicamente Correta

Quando recebemos esse projeto, tínhamos em mente: fazer algo único, completamente reciclável e de fácil montagem. Fizemos então baseado nos três Rs: Reduzir, Reutilizar e Recliclar. Ideia que surgiu em 1992 e foi divulgada no 5° Programa Europeu para o Ambiente e Desenvolvimento em 1993.
O objetivo principal é colaborar para redução dos impactos causados ao meio ambiente, através da diminuição de um dos principais problemas da vida moderna: "A geração de lixo pelo consumo desenfreado". Além dos benefícios para o meio ambiente, colaboram em outros aspectos, como o econômico, contribuindo para a utilização mais racional dos recursos naturais e ajudando a diminuir gastos financeiros com matéria prima, energia e água, e, no âmbito social, proporciona melhor qualidade de vida para as pessoas, através das melhorias ambientais.
Segundo Ezio Manzini, ecodesign é a "atividade que, ligando o tecnicamente possível com o ecologicamente necessário, faz nascer novas propostas que sejam social e culturalmente aceitáveis." e assim nasceu a Outono.

Ela é composta pelos seguintes ítens:



Ela foi criada a partir de mesas que existiam e tinham em si o tampo quadrado e de cor marrom, derivado da própria cor da matéria prima. Com alguns brainstorms decidimos dar a ela uma forma orgânica que harmonizasse com a sua finalização, que são as flores plantadas em seus pés. E assim a Outono ganhou um formato de folha de árvore. Pensamos e criamos também um segundo nível em seu tampo com um espaçamento de em média 5cm, que ocupa cerca de metade de seu comprimento, para se guardar livros de poucas páginas, revistas e afins. 


As estruturas dos tampos foram feitas com camadas de papelão e papel machê. Os tons alaranjados para as cores foram escolhidos com base em folhas secas, por conta das folhas terem essa pigmentação quando deixam de receber sol diariamente, assim como a Outono, que foi pensada para um ambiente interno, não receberá. E também as flores plantadas foram escolhidas para ambientes com luz artificial.  
Seus pés foram feitos de garrafas de vidro de 1 (um) litro, escolhidas cuidadosamente com a sua boca mais larga para comportarem as flores. Contendo dentro de si pedrinhas para vasos de planta e terra fertilizada para a conservação das mesmas.
  


O suporte para o segundo nível foi feito com tubos de enrolar tecidos e coloridos de dourado para dar um ar mais gracioso para a peça e contrapor o tom rústico das demais. E já o nome foi imaginado com base na coloração do tampo, já que as folhas alaranjadas são encontradas, no outono. 

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